
Esqueçam Clinton, Obama ou McCain. O candidato ideal para ocupar a Casa Branca é o presidente Ashton (William Hurt) de Ponto de Vista. Imaginem George W. Bush assinando um tratado de paz com os líderes do Oriente Médio. Tá... isso nem é tão difícil, agora, imaginem a reação dele ao ver que sofreu um atentado justamente nesta ocasião, de um grupo abrigado no Marrocos. Com certeza declararia guerra ao país. Pois é... Ashton não pensou desta forma e ainda foi macho o suficiente para reagir de um seqüestro e abater os terroristas... Dá pra imaginar?
Bom, como não é a primeira vez que vemos presidentes machos e simpáticos e, realmente, este não é o foco do filme. O negócio é que o tal atentato é apresentado sob vários pontos de vista. A idéia até que é interessante, pois faz o público juntar as peças aos poucos. No entanto, o problema é a forma que os fatos são dispostos.
Vou ilustrar a questão com um resumão: 11:59 a rede de tv começa a transmitir o tratado de paz na praça de prefeitura em Salamanca. Aí as coisas acontecem e conseguimos perceber alguns dos personagens que também terão suas versões apresentadas. Aí quando a coisa começa a esquentar... puf. O tempo volta em 23 minutos, exatamente para 11:59 da manhã. Daí a gente conhece o ponto de vista do segurança do presidente e assim por diante.
Como eu disse, é interessante montar o quebra-cabeça, mas existem formas mais inteligentes de editar isso (a exemplo de Babel e 21 Gramas). Lá pela 4a ou 5a vez que a história reiniciava, um cara falou no cinema “Lá vamos nós de novo”, e era exatamente essa a impressão que passava, que assistimos o filme umas seis vezes.
Zinema reconhece: o roteiro, o elenco e a macheza do presidente, sem que ele fosse o protagonista.
Dica: Deixar a edição menos cansativa.
Onde assistir: pode ser no cinema, ainda é uma boa pedida.
|
||
![]() | ||
|
|
||
![]() | ||
![]() | ||
|
||