Zinema, o retorno...

Depois de um longo e tenebroso inverno repleto de trabalhos acadêmicos e o mais puro marasmo não criativo, volto a dar o ar da graça aqui no Zinema. Peço desculpas àqueles que se sentiram desprovidos do meu conteúdo cinematográfico, assim como os muitos blogs que deixe de freqüentar no período, espero que isso não aconteça.

Também aproveito para comunicar os novos rumos que o blog deve tomar a partir deste semestre. Após um ano apenas falando sobre filmes, vou tratar da sétima arte de uma maneira mais abrangente, com as tradicionais críticas, é claro, mas também com algumas notícias, perfis e qualquer curiosidade que envolva cinema. Acho que isso muda um pouco os ares por aqui...

Aliás, começo com essa tênue mudança hoje... espero que gostem!

Cinema em Casa

Imagine uma ampla sala de cinema. Não dessas salas secas, apenas com um telão na frente e estreitas poltronas enfileiradas. É algo mais elaborado... lembra daquelas salas de teatro, com balcões nas laterais... um pouco menor que o Kodak Teather, onde é sediado o Oscar®. Imaginou? Pois é... sentados lá na frente estão uma atriz que fez sucesso nos anos 70, mas que agora limita-se a escrever roteiros e um velho diretor, pouco conhecido... mas responsável pela ascensão de uma mulher que hoje é uma das atrizes mais bem-pagas de Hollywood. Na tela, nada de um longa metragem de altas bilheterias, mas alguns curtas criados por pessoas que não querem muito... apenas fechar contrato com um dos maiores estúdios do planeta.

 

Este é o ambiente de On The Lot, um reallity show (que está anos-luz na frente dos BBBs da vida) criado por Mark Burnett e ninguém menos que Steven Spielberg. Ta, o Spielberg dispensa apresentações (ou ninguém aí assistiu E.T. ou Parque dos Dinossauros?). Mas o nome de Burnett pode soar estranho aos mais desavisados. Bom, já ouviu falar de O Aprendiz e Survivor? Pois é... isso aí é tudo obra dele.

 

A base do programa é uma competição entre 18 aspirantes a cineastas que, toda semana, produzem curtas com um tema definido e, como em todo reallity, os piores são eliminados. Quem ganhar, fecha contrato de US$ 1 milhão com a Dream Works, de Steven Spielberg. A disputa fica cada vez mais acirrada, com os gêneros mais críticos do cinema hollywoodiano, como comédia e terror.

 

Sobre as duas simpáticas figuras mencionadas anteriormente, a atriz e o diretor, eles são ninguém menos que Carrie Fischer e Garry Marshall. Viajou? Carrie Fischer, como já disse, escreve roteiros para filmes, mas é mais conhecida como a Princesa Leia, de Guerra nas Estrelas. O velhinho simpático é Garry Marshall, que construiu Julia Roberts com Uma Linda Mulher e Noiva em Fuga. Viu? Eles não são pouca porcaria.

 

Nesse contexto, os dois funcionam como jurados. Assim como em American Idol, logo dá pra sacar o perfil de cada um: Carrie não quer ser grossa, mas não deixa de falar a verdade... no fim das contas, acho que ela tem pena dos competidores. Já Garry é a simpatia em pessoa, até pra dizer que o curta foi horrível ele faz uma piadinha que deixa todo mundo se sentindo bem. Para fechar o conjunto de jurados, sempre existe um convidado que tem mais ou menos a ver com o tema dos curtas da noite. Mas não espere gente muito competente, por lá já passaram gentalhas como Michael Bay (diretor de Armageddon) e Eli Roth (O Albergue).

 

Atualmente restam 12 competidores. Alguns que já deveriam ter saído na primeira semana e outros realmente competentes, como Zach e Shira-Lee, que sempre encantam os jurados. Vamos ver quem será o próximo Spielberg...

 

Onde assistir: No Brasil o programa é exibido na People+Arts todas as terças às 21hs, com reprises aos domingos, 22hs.

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Meu Perfil


Quem?Luciana da Cunha
O que?Estudante de Jornalismo
Quando?07 de abril de 1988
Onde?Blumenau, SC