
Após o breve aquecimento do post anterior, está na hora de dar início às críticas!
E, para isso, nada melhor do que começar com o filme mais comentado do ano: O Código Da Vinci. Sim, eu vou me atrever a falar do best-seller do Ron Howard (antes que algum exaltado me corrija dizendo que a obra pertence ao Dan Brown, só peço para que lembre que isso aqui é sobre cinema, então, a culpa recai quase completamente sobre o diretor ou os produtores).
Teoricamente, a fórmula do filme é perfeita: o livro que mais gerou polêmica nos últimos anos + diretor consagrado e com um bom curriculum de filmes + ator principal extremamente competente e carismático + briga com a igreja = sucesso. Certo? Bom, as bilheterias diriam que sim. Entretanto, a pré-estréia em Cannes vai contra isso, boa parte dos “críticos” de cinema também e eu, mais ainda!
Na verdade, o problema do Código é justamente essa fórmula “perfeita”. As expectativas em torno da obra não são correspondidas ao ver a película. Bom, para quem teve preguiça de ler o livro, certamente é uma história muito bem bolada e a verdade sobre Jesus veio, finalmente, à tona. Mas a verdade, é que o longa não passa do simples. Não há a adaptação fidedigna que os mais xiitas exigem (moi!), mas para aqueles que gostam de “versões” também não acrescenta muita coisa.
A transposição também contou com diversos clichês. Muitos deles vieram do próprio diretor Ron Howard. O cara que já fez o excelente Uma Mente Brilhante (2001), o simpático O Grinch (2000) e o clássico Cocoon (1985), definitivamente perdeu o rumo. Em uma das primeiras cenas, quando Robert Langdon (Tom Hanks) tenta decifrar o anagrama deixado por Sauniére (Jean-Pierre Marielle), as letras simplesmente brilham para ele! Onde você já viu isso antes??? Sim, Russel Crowe já via letrinhas brilharem
Esse esquema de sobrepor imagens de passado e presente até poderia ser interessante, se aparecesse uma vez no filme! Mas não, a cada lembrança da frígida Sophie (Audrey Tautou) lá vai a galera da edição querer mostrar serviço e recheia a cena de efeitos visuais. Poluição ao extremo! No final do filme, quando Langdon tenta descobrir qual o orbe que falta na tal tumula do cavaleiro, também há excesso de elementos em cena.
Verdade seja dita:
Última lascada: aquela cena em que a Sophie senta ao lado do figurante no ônibus além de empobrecer o filme (eu queria ver a biblioteca!) só serviu para fazer propaganda do palm-top da Sony!
Onde assistir: ainda está em cartaz nos cinemas, mas eu aconselharia assistir na TV porque é de graça!
Hollywood dita as regras no cinema mundial. Os filmes produzidos nessa "Meca" cinematográfica são referência para as produções do mundo inteiro. Mas tudo o que sai de lá presta, efetivamente? Claro que não!
A cada ano aumenta o número do lixo da 7a. arte que é despejado nas telonas do planeta. E alguém denuncia essa agressão ao meio ambiente das salas escuras? Também não! Ao invés disso, temos as críticas de cinema que, recheadas de eufemismos e frases em tom pastel, passam a mão na cabeça dos pobres produtores que não conseguiram emplacar um filme na lista dos mais assistidos.
A verdade deve ser dita! E já que as pessoas credenciadas para isso não cumprem com o seu papel de "crítico", eu fico com o trabalho sujo. Afinal, a Globo e a HBO não estão aqui pra me podar! ![]()
Contudo, antes de malhar as produções, ficam algumas regras às quais tentarei cumprir:
* Não só xingar quem deve ser xingado, quem for digno de elogios também será lembrado em alguns momentos;
* Não descer do tamanco e usar palavreado carregado. Embora seja a melhor forma de expressar opiniões, eu ainda sou uma dama, então, usarei um recurso gráfico para não agredir a leituta de ninguém;
* Evitar textos longos e cansativos. Isso me deixa de Zaco cheio e ninguém tem Zaco pra ler;
* Não atentar contra a moral das pessoas ou das respectivas mães. Mas me permito levantas hipóteses.
Seria só isso mesmo, também não vou me limitar demais, senão, acabo com a proposta do blog. Aguardem as primeiras e próximas "críticas" e boa leitura! ![]()
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