Perdendo o fôlego

Quase vinte anos depois de sua última aventura, o professor/arqueólogo mais querido das telonas está de volta. Embalado por uma série de revivals de personagens, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal traz de volta o nosso querido Indy (Harrison Ford) àquelas situações absurdamente azaradas, mas que ele sempre dá um jeitinho de se safar.

 

O personagem, logicamente envelheceu, mas nem por isso ficou fora de forma. Claro que dá pra perceber uma tênue lerdeza em seus reflexos, mas nada que comprometa as gigantes seqüências de ação. O filme, pelo contrário, perde o ritmo ao longo das mais de duas horas de exibição. Os elementos são comuns aos três primeiros filmes, mas o roteiro acaba ficando meio perdido e até forçado nos últimos minutos.

 

O que mais vale a pena na quarta aventura é o retorno de Marion (Karen Allen), a “mocinha” do primeiro filme e, logicamente, a que mais se parecia com Indiana. Mas a verdadeira graça está na relação de Henry Jones Jr. com seu recém descoberto filho, Mutt (Shia LaBeouf) – aliás, não considero isso um spoiler porque todo mundo já sabia dessa informação!

 

A bizarra relação familiar dos três é o ponto forte da trama, mas o tal reino da caveira de cristal acaba se tornando em algo surreal até demais para Indiana Jones. Os vilões, assim como os dos outros filmes, são bem caricatos: militares russos (e comunistas) liderados pela agente Irina Spalko (Cate Blanchett). Aliás, vale destacar que o sotaque dela ficou muito ruim. Com certeza, este não foi o melhor momento de Blanchett nas telonas.

 

Pra quem gosta deste tipo de aventura ou está com saudade da ação de Jones, ainda vale a pena dar uma espiada. A quarta parte não macula a imagem do herói, mas se eu pudesse escolher, teria concluído a saga em A última cruzada.

 

Zinema reconhece: é legal notar que o personagem envelheceu e amadureceu sem perder aquele espírito aventureiro. Aliás, super amei ver Indy no contexto dos anos 50, com direito às trilhas de Elvis Presley e Jerry Lee Lewis.

 

Zinema condena: a forçada de barra quando a caveira de cristal é colocada no lugar. Ah, ta certo que o Indiana sobrevive à tudo, mas às três quedas do rio Amazonas, foi demais!

 

Dica Zinema para um bom revival: se for só pra juntar dinheiro, não façam! A maioria destes personagens são datados, preferimos lembrar deles do jeito que eram.

 

Onde assistir: nos cinemas, mas só pelos efeitos. Daqui a pouco passa na Temperatura Máxima.

 

Dica para os solitários

Não sei se poderia ser chamado de mania, mas eu realmente gosto de ser a primeira pessoa a entrar na sala do cinema. Acho que pelo fato de eu poder escolher qualquer lugar para sentar, apesar de eu sempre ocupar o mesmo. Foi isso o que aconteceu no último sábado quando, pela segunda vez, entrei neste tipo de ambiente. Claro que o interessante não foi isso, mas o fato de a maioria das pessoas terem ido assistir ao filme sozinhas... bom, nem tão sozinhas, boa parte levou consigo um pacote médio de pipoca.

 

Mas o que eu mais observei é como o público representa o filme que será passado nas telonas. Depois de um blockbuster com um monte de gurizada que chegava aos bandos, a solidão da platéia não poderia ser mais condizente com o perfil de A Família Savage. Para quem nunca ouviu falar, o filme concorreu a dois Oscar® este ano e tem como protagonistas ninguém menos do que Laura Linney e Phillip Seymour Hoffmann.

 

Resumidamente, o filme conta a história dos irmãos Wendy e Jon Savage que moram em estados diferentes e, de repente, devem se reunir para tomar conta do pai Lenny (Philip Bosco) que, após a morte da namorada, passa a enfrentar problemas de demência. Apesar de distantes, os dois apresentavam semelhanças em suas vidas: solitários e priorizando seus trabalhos, que deixam sua vida ainda mais frustrada e patética.

 

A caracterização dos personagens não poderia ser melhor, principalmente Wendy, que desconta as suas frustrações (sozinha, fracassada no trabalho, amante de um homem casado e hipocondríaca) em todos os que estão ao seu redor. Apesar de o papel do pai ficar um pouco em segundo plano, é linda a discrição com que ele demonstra sua tristeza com o comportamento dos filhos.

 

Com uma platéia tão solitária, é inevitável não refletir sobre a ironia da situação. No entanto, o final do filme é animador, sem parecer moralista... ponto para os solitários e suas pipocas!

 

Zinema reconhece: o desempenho de Laura Linney e de Phillip Seymour Hoffmann casa muito bem com o argumento, fazendo o espectador se envolver com as personagens.

 

Zinema condena: o pouco caso da Academia com um filme de tamanha qualidade.

 

Onde assistir: em algumas salas de cinema, mas acho que daqui a pouco já sai em DVD.

 

Óbvio com um toque original

Ele não é o mais famoso nem o mais original herói das HQs, no entanto, Homem de Ferro acabou se tornando uma das melhores produções baseadas em personagens da Marvel Comics. Claro que os louros por isso não são tão verdes assim, afinal, quadrinhos nas telonas não representam o meu nicho preferido. Mas vale destacar que sua qualidade desbancou caça-níqueis famosos como as trilogias de X-Men e Homem-Aranha.

 

A premissa é a mesma dos colegas marvetes: história de origem, personagem aprende a lidar com os novos poderes, um pouco de ação no final, um vilão que mal aparece e já some, um gancho para a próxima aventura e participação obrigatória de Stan Lee. Até aí, Homem de Ferro segue a cartilha. Contudo, o destaque está na presença e no carisma de Robert Downey Jr. no papel de um Tony Stark mais canastrão do que o dos quadrinhos. O personagem foi muito bem trabalhado e a sua relação com Pepper Potts (Gwyneth Paltrow), Jim Rhodes (Terrence Howard) e com o robô que o ajuda a construir o uniforme deixam o filme muito mais bacana e original. O negócio é que Downey Jr. deixou o personagem tomar conta e elevar o nível do filme de um jeito que o pálido Tobey Maguire não conseguiu fazer com Peter Parker (que, convenhamos, já é um personagem bem chatinho). Aliás, destaque para Gwyneth Paltrow que conseguiu um personagem bem a cara dela: parece mais ingênua do que realmente é.

 

Apesar de ser uma história de origem, as coisas não acontecem apenas nos últimos 20 min, como é de costume desta categoria. A adaptação de Tony Stark ao seu novo personagem é justamente a parte mais divertida do filme. Quanto à origem, é claro que não seguiu à risca o personagem dos quadrinhos, mas até que o argumento é bom e não atrapalha a transposição da história.

 

Como não poderia deixar de ser, o final possui um gancho para um novo filme. Mas fique atento, não se trata de um possível “Homem de Ferro 2”. Aliás, não saia do cinema antes de passarem os créditos.

 

Zinema reconhece: Robert Downey Jr. é o cara! Além de ser um colírio para os olhos da mulherada (e de alguns homens também), encaixou-se perfeitamente no perfil do milionário bon vivant Tony Stark. A sua ausência poderia transformar o filme em um fracasso.

 

Zinema condena: nem por se tratar de uma produção independente da Marvel o filme deixou de cair nos mesmos conceitos batidos dos grandes estúdios, a exemplo do exagero de efeitos especiais da última luta.

 

Dica Zinema para um blockbuster cool: deixar de lado aquela discussão sobre o uso de armas. Essa história de ser politicamente correto cansou a beleza do filme.

 

Onde assistir: no cinema. Mas na versão legendada, óbvio!

Combinação Explosiva

 

Tá certo que filmes tirando sarro de outros não é uma das coisas mais originais do cinema. Mas ultimamente, eles já estão prontos para abandonarem o gênero “Comédia” para criarem o próprio, que pode ser chamado de “Sátira”, simplesmente. Até nisso eles perderam a originalidade, afinal, os filmes de super-herói, na maioria das vezes adaptados dos quadrinhos, estão prontos para saírem das prateleiras de “Ação” e “Aventura” para pertencerem à nova categoria “Super-heróis”.

 

E se juntarem os dois novos pseudo-gêneros, o que acontece? Uma explosão como Super-Herói – O filme. Usei o termo mais no sentido de bomba do que explosão de risadas, ou algo do tipo. O que poderia ser uma forma infalível de carregar levas e levas de adolescentes aos cinemas e fazê-los morrerem de rir, cumpre parte da sua tarefa: os adolescentes vão aos montes, mas as risadas são no máximo aquele sorrisinho amarelo de quem achou a situação engraçadinha, nada mais.

 

E realmente, algumas das situações são engraçadinhas. Algumas um pouco mais elaboradas, como a cena parodiando o assassinato dos pais de Bruce Wayne. A participação de figuras do mundo real, como Stephen Hawking, Dalai Lama e Nelson Mandela também dão um toque extra.

 

O problema é que as situações poderiam ser melhor trabalhadas com a ajuda de um roteiro inteligente, inspirado em mais de uma referência. Para quem ainda não teve uma visão geral da coisa, o roteiro de Super Herói foi inspirado quase que exclusivamente de Homem Aranha, como se a história original já não fosse chatinha o suficiente. A utilização dos colegas Quarteto Fantástico, X-Men e Batman são meras coadjuvantes na trama. Será que vão esperar a continuação para usar os demais heróis representados no cinema? Com base nesse filme, vamos torcer para que isso não aocnteça!

 

Zinema reconhece: uma ou outra piadinha até me fizeram rir, só não lembro direito qual.

 

Zinema condena: filme que só serviria para arrancar gargalhadas, e nem isso consegue!

 

Dica Zinema para uma boa sátira: várias referências e roteiro que conduza as piadas, não o contrário.

 

Onde assistir: está passando no cinema, mas pode esperar pra assistir na TV aberta.

 

Ashton para Presidente!

 

Esqueçam Clinton, Obama ou McCain. O candidato ideal para ocupar a Casa Branca é o presidente Ashton (William Hurt) de Ponto de Vista. Imaginem George W. Bush assinando um tratado de paz com os líderes do Oriente Médio. Tá... isso nem é tão difícil, agora, imaginem a reação dele ao ver que sofreu um atentado justamente nesta ocasião, de um grupo abrigado no Marrocos. Com certeza declararia guerra ao país. Pois é... Ashton não pensou desta forma e ainda foi macho o suficiente para reagir de um seqüestro e abater os terroristas... Dá pra imaginar?

 

Bom, como não é a primeira vez que vemos presidentes machos e simpáticos e, realmente, este não é o foco do filme. O negócio é que o tal atentato é apresentado sob vários pontos de vista. A idéia até que é interessante, pois faz o público juntar as peças aos poucos. No entanto, o problema é a forma que os fatos são dispostos.

 

Vou ilustrar a questão com um resumão: 11:59 a rede de tv começa a transmitir o tratado de paz na praça de prefeitura em Salamanca. Aí as coisas acontecem e conseguimos perceber alguns dos personagens que também terão suas versões apresentadas. Aí quando a coisa começa a esquentar... puf. O tempo volta em 23 minutos, exatamente para 11:59 da manhã. Daí a gente conhece o ponto de vista do segurança do presidente e assim por diante.

 

Como eu disse, é interessante montar o quebra-cabeça, mas existem formas mais inteligentes de editar isso (a exemplo de Babel e 21 Gramas). Lá pela 4a ou 5a vez que a história reiniciava, um cara falou no cinema “Lá vamos nós de novo”, e era exatamente essa a impressão que passava, que assistimos o filme umas seis vezes.

 

Zinema reconhece: o roteiro, o elenco e a macheza do presidente, sem que ele fosse o protagonista.

 

Zinema condena: a atuação apagada do oscarizável Forrest Whitaker. Depois de ter virado o último rei da Escócia, era de se esperar algo mais representativo da parte dele.

 

Dica: Deixar a edição menos cansativa.

 

Onde assistir: pode ser no cinema, ainda é uma boa pedida.

 

Zinema Balboa e o Reino da Caveira de Cristal

Stallone provou que não é só mais um rostinho bonito.

 

Já que o mundo cinematográfico passa por uma grande crise de criatividade (nada a ver com a greve dos roteiristas), e as nossas telas serão bombardeadas de tentativas de ressurreição, o Zinema se sente na obrigação de acompanhar a tendência e ressurgir das cinzas da Ordem da Fênix... ou vocês esperavam algo mais original?

 

Bom, como faz mais ou menos um ano que o blog não é tratado com a devida atenção, nem posso ser comparada com a atual tendência hollywoodiana, que desenterra coisas de décadas passadas, ou vocês acham que o rostinho bonito do Stallone teria alguma chance no século XXI com um personagem original? É a nostalgia que salva essas produções! Espero que o Zinema seja salvo por algo mais consistente (e bonita) do que aquelas bombas que deixaram o Rocky diferente do Rambo (menos o dialeto).

 

Assim como o retorno do retorno da Múmia, talvez o blog passe por algumas alterações (não tão esdrúxulas como a substituição de Rachel Weisz por Maria Bello), mas nada que interfira no andamento das atividades. Acredito que seja algo mais próximo de Duro de Matar (ou aturar) 4: mesmo com o cara mais velho, o nível continua o mesmo (não que ele fosse lá aquelas coisas... pelo menos no caso do filme).

 

Por hoje é isso, na medida do possível, serão publicados os posts mais frescos do que a presença de Shia La Beouf para a produção de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal. Anime-se! Zinema is back, baby!

Não seja esperto, seja fã!

Só aproveitando o comentário que fiz na aula de ontem...

No tão aguardado filme dos Simpsons que estréia amanhã, a família amarela de Springfield já deixa a sua primeira alfinetada nos minutos iniciais: Homer Simpson aponta para a tela e diz “Não acredito que estamos pagando para assistir a algo que poderíamos ver de graça na TV! Todo mundo nesse cinema é otário! Especialmente você!”. E não pára por aí! O longa conta com a tão conhecida vinheta do seriado, iniciada com Bart escrevendo repetidas vezes no quadro negro: “Eu não vou baixar ilegalmente este filme”.

Essa moda de baixar filmes começou com o pessoal que contrabandeava uma filmadora para dentro do cinema, filmava o telão projetado e depois liberava em sites para quem quisesse assistir. Mas a pirataria só cresceu mesmo quando aportou no território tupiniquim. Claro que os brasileiros, espertos como só eles, não iriam ficar para trás. Hoje contam com a colaboração de conterrâneos que vivem na terra do Tio Sam e já facilitam o trabalho: mandam os filmes com legenda e qualidade de dvd.

Nem vou desdobrar a questão de pirataria alimentando o tráfico, pois isso você já está cansado de ver em campanhas e noticiários. Mas, será que esse pessoal não percebe o quanto esse esqueminha prejudica a indústria cinematográfica que eles tanto “amam”? Nos Estados Unidos o efeito nem é percebido, pois a maioria das pessoas que assistem aos filmes piratas, também vão para as filas de cinema – cada vez mais populares por lá.

No Brasil o problema é maior. Além de o número de “cyberpiratas” ser bem maior do que lá, o pessoal é esperto demais para se locomover, enfrentar fila e pagar para ver algo que conseguem de graça. Por isso nossos cinemas estão cada vez mais vazios e elitistas. As distribuidoras já deixam de mandar filmes para alguns lugares por falta de demanda.

A mensagem da família Simpson e da Fox Filmes á clara: quem é fã mesmo, espera para assistir no cinema. Quem é esperto assiste em casa, de graça, na frente do pc. Quem é fã e realmente gosta de cinema, enfrenta fila, pega aqueeele balde de pipoca e se diverte naquela sala escura com aqueeele telão.

 

Quem ama bloqueia!

Indo na contramão do meu tema principal e entrando na Agenda Setting do curso de jornalismo – que, assustadoramente não está preocupada com os trotes nesse início de semestre – resolvi falar sobre a guerra declarada contra a TI. Aproveitei o espaço inadequado do meu próprio blog, pelo único motivo de ser um dos poucos ainda disponíveis dentro dos laboratórios de redação, editoração ou foto – pelo menos até a publicação deste post.

 

O que os acadêmicos mais eufóricos ainda não perceberam é que a TI só está fazendo isso para o nosso bem, assim como sempre o fizeram. Os antigos bloqueios de orkut e msn – já compreendidos pelo corpo acadêmico – só foram ampliados. Mas, pra facilitar a compreensão dos universitários (tão burrinhos, tadinhos), vou explicar os quatro novos tipos de  bloqueios dos nossos laboratórios e como eles estão melhorando a sua qualidade de vida:

 

 

Bom, esses são os motivos de Gastão & Cia. aplicarem as novas medidas nos laboratórios. Tudo isso é para o seu bem, nobre acadêmico! Esqueça o mundo e concentre-se nos estudos! Afinal, a TI te ama..

 

Luciana da Cunha

Que não gosta desse tipo de assinatura e não escreve sobre motoqueiros nus!

Só faltou Ben Affleck...

Ta, não é que eu odeie ou tenha algum tipo de cisma com o Michael Bay, eu só acho que o cara estraga tudo o que ele toca! Como é que um cara que ganha o roteiro de uma coisa tão cool como Transformers (ets/robôs/que viram carros) das mãos do próprio Spielberg consegue transformar numa coisa tão batida, chata e republicana como uma guerra?

 

A verdade é que Transformers acabou virando um campo de batalha como aqueles satirizados por Michael Moore, com direito a soldados em missão no Oriente Médio, Air Force 1 e centrais de inteligência, que não seguem com o propósito do nome. Se perdeu na história? Ta, eu tento explicar...

 

Sam Witwicky (Shia LaBeouf) é um daqueles típicos losers daqueles colegiais americanos que todo mundo conhece. Ele é apaixonado pela gatinha do colegial Mikaela (Megan Fox), que só faltou ser líder de torcida. Acontece que ele compra um carro que não é dos mais normais: um Camaro amarelo que tem o costume de criar vida própria (ta, meu carro também faz isso às vezes). Esse carro nada mais é do que um transformer da turminha dos Autobots (os bonzinhos). Daí os Decepticons (a galera do mau) aparece e quer os óculos do tatataravó do Sam, porque parece que o veio descobriu o chefe deles no pólo sul anos e anos atrás.

 

Argumento medonho, não? Mas isso não é o pior de tudo. Os personagens são muito mal trabalhados: foram baseados em estereótipos bem batidos para facilitar o entendimento do público sobre suas ações: o carinha azarado, a gostosa mais macha que o guri, os pais constrangedores, o agente nojentinho, o soldado gatinho e corajoso (que poderia ser o Ben Affleck) o gordo nerd viciado em DDR e a loira, gostosa e inteligente (?).

 

O que salva o filme são os próprios transformers. Os efeitos utilizados para a montagem deles foi muito caprichada e são, de longe, a coisa mais simpática do filme. Uma pena que o filme não tenha sido apenas deles, com certeza seria mais coerente e divertido.

(continuação)

Eu sei que tenho costume de reclamar da longa duração de algumas produções. Não é que eu não goste de filmes longos (amo as quase quatro horas de ...E o Vento Levou), mas eu acho que a história deve se sustentar a cada minuto. No caso de transformers, o nosso herói mais querido Optimus Prime leva cerca de uma hora para ter sua primeira aparição. Isso sem contar que os 40min finais são se explosões interruptas que me fizeram ligar o modo stand by the end. Ou seja: todo o filme poderia ser resolvido em mais ou menos uma hora e vinte. Seria mais barato, mais bonito e todo mundo sai feliz.

 

Uma pena que tanto efeito tenha se sobreposto à história – que, como viram, não é das melhores. Filmes de ação geralmente são assim, e isso é bem a cara do Michael Bay! Ele já fez isso em Armageddon, Pearl Harbor e A Ilha. Afinal, não é por acaso que já foi indicado algumas vezes ao Framboesa de Ouro. Aliás, a principal característica desse ‘diretor’ é abrir mão dos computadores e fazer todas as explosões de verdade. Não é por pouco que seus filmes são verdadeiras bombas...

 

Sugestões para Michael Bay:

 

Onde assistir: cinema. Mas espere passar na Temperatura Máxima!

Zinema, o retorno...

Depois de um longo e tenebroso inverno repleto de trabalhos acadêmicos e o mais puro marasmo não criativo, volto a dar o ar da graça aqui no Zinema. Peço desculpas àqueles que se sentiram desprovidos do meu conteúdo cinematográfico, assim como os muitos blogs que deixe de freqüentar no período, espero que isso não aconteça.

Também aproveito para comunicar os novos rumos que o blog deve tomar a partir deste semestre. Após um ano apenas falando sobre filmes, vou tratar da sétima arte de uma maneira mais abrangente, com as tradicionais críticas, é claro, mas também com algumas notícias, perfis e qualquer curiosidade que envolva cinema. Acho que isso muda um pouco os ares por aqui...

Aliás, começo com essa tênue mudança hoje... espero que gostem!

Cinema em Casa

Imagine uma ampla sala de cinema. Não dessas salas secas, apenas com um telão na frente e estreitas poltronas enfileiradas. É algo mais elaborado... lembra daquelas salas de teatro, com balcões nas laterais... um pouco menor que o Kodak Teather, onde é sediado o Oscar®. Imaginou? Pois é... sentados lá na frente estão uma atriz que fez sucesso nos anos 70, mas que agora limita-se a escrever roteiros e um velho diretor, pouco conhecido... mas responsável pela ascensão de uma mulher que hoje é uma das atrizes mais bem-pagas de Hollywood. Na tela, nada de um longa metragem de altas bilheterias, mas alguns curtas criados por pessoas que não querem muito... apenas fechar contrato com um dos maiores estúdios do planeta.

 

Este é o ambiente de On The Lot, um reallity show (que está anos-luz na frente dos BBBs da vida) criado por Mark Burnett e ninguém menos que Steven Spielberg. Ta, o Spielberg dispensa apresentações (ou ninguém aí assistiu E.T. ou Parque dos Dinossauros?). Mas o nome de Burnett pode soar estranho aos mais desavisados. Bom, já ouviu falar de O Aprendiz e Survivor? Pois é... isso aí é tudo obra dele.

 

A base do programa é uma competição entre 18 aspirantes a cineastas que, toda semana, produzem curtas com um tema definido e, como em todo reallity, os piores são eliminados. Quem ganhar, fecha contrato de US$ 1 milhão com a Dream Works, de Steven Spielberg. A disputa fica cada vez mais acirrada, com os gêneros mais críticos do cinema hollywoodiano, como comédia e terror.

 

Sobre as duas simpáticas figuras mencionadas anteriormente, a atriz e o diretor, eles são ninguém menos que Carrie Fischer e Garry Marshall. Viajou? Carrie Fischer, como já disse, escreve roteiros para filmes, mas é mais conhecida como a Princesa Leia, de Guerra nas Estrelas. O velhinho simpático é Garry Marshall, que construiu Julia Roberts com Uma Linda Mulher e Noiva em Fuga. Viu? Eles não são pouca porcaria.

 

Nesse contexto, os dois funcionam como jurados. Assim como em American Idol, logo dá pra sacar o perfil de cada um: Carrie não quer ser grossa, mas não deixa de falar a verdade... no fim das contas, acho que ela tem pena dos competidores. Já Garry é a simpatia em pessoa, até pra dizer que o curta foi horrível ele faz uma piadinha que deixa todo mundo se sentindo bem. Para fechar o conjunto de jurados, sempre existe um convidado que tem mais ou menos a ver com o tema dos curtas da noite. Mas não espere gente muito competente, por lá já passaram gentalhas como Michael Bay (diretor de Armageddon) e Eli Roth (O Albergue).

 

Atualmente restam 12 competidores. Alguns que já deveriam ter saído na primeira semana e outros realmente competentes, como Zach e Shira-Lee, que sempre encantam os jurados. Vamos ver quem será o próximo Spielberg...

 

Onde assistir: No Brasil o programa é exibido na People+Arts todas as terças às 21hs, com reprises aos domingos, 22hs.

Bisonho demais para a Disney...

Neste fim de semana tivemos o prazer de receber em nossos cinemas a possível conclusão da trilogia Piratas do Caribe. A franquia dos estúdios de Walt Disney começou com um filme ligeiramente modesto: A Maldição do Pérola Negra misturou comédia e aventura em um dos conhecidos blockbusters de verão norte-americano. O que o fez crescer mesmo foi a sua continuação, O Baú da Morte, lançada no ano passado. Agora a história ficou mais densa e com um óbvio gancho para a conclusão da saga.

 

Piratas do Caribe – No fim do mundo é, sem dúvida, o mais grandioso dos três. Deixou de lado a áurea divertida de Jack Sparrow (Johnny Depp), Elizabeth Swann (Keira Knightley) e Will Turner (Orlando Bloom) para dar um caráter mais sério à história. Para quem não se lembra do final do último: o capitão Jack Sparrow aparentemente morreu e a bruxa conhecida como Tia Dalma (Naomi Harris) traz de volta o capitão Barbossa (Geoffrey Rush) para buscar Jack de volta.

 

Já no início do terceiro, várias pessoas condenadas à forca por associação à pirataria entoam uma canção, o que significa que está chegando o momento de travar a batalha final entre piratas e os navios da Companhia das Índias Ocidentais. O tempo dos heróis está se esgotando, eles precisam recuperar Jack para reunir um conselho formado por nove piratas de todo o mundo – grupo no qual Sparrow está incluído. Para isso, eles precisam viajar até Cingapura e pegar ‘emprestado’ um navio do cruel pirata São Feng (Chow Yun Fat).

 

Achou que isso é muita informação para a sua cabeça? Pois isso não dá nem na primeira hora de filme. Em quase três horas de duração acontecerão intrigas, traições, a volta de Jack, tratados com Cutler Beckett (Tom Hollander), a revelação da amada de Davy Jones (Bill Nighy) e batalhas muito mais densas que as dos filmes anteriores.

Minhas Considerações (contém spoilers)

 

Dicas para quem ainda não assistiu:

 

Onde assistir: Cinemas! Mas prefira as verões legendadas, de longe! A não ser que o seu inglês não seja dos melhores e o seu cinema passe com legendas brancas e sem contorno. É que tem uma seqüência em que fica terrível para os mais desavisados lerem.

Perder para ganhar

Finalmente, após três semanas esperando a poeira (e o número de gente nas filas) baixar, tomei coragem e meu cartão vermelho para assistir o tão aguardado Homem-Aranha 3. Resultado? O filme não passa de uma criança obesa!

 

Deixem-me explicar: compreendo que o filme em questão não tenha como público-alvo os leitores de quadrinhos. A franquia toda é bem feita pra gurizada, mesmo! Praqueles piás de 10 a 14 anos, mais ou menos. Pode ver: a classificação é livre (pelo menos aqui) e a sessão mais disputada é a que traz o filme dublado.

 

Quanto à obesidade, fica muito mais fácil falar: pra que um orçamento tão alto? Pra que tantas cenas de lutas e por que são tão compridas? Pra que tanto vilão? E pra que, diabos, colocar a Gwen Stacy na história? O filme tem cerca de 2h e meia de duração, mas a impressão que dá é que ficamos o dia inteiro assistindo! Isso pelo excesso de tramas paralelas e cenas que deveriam ser de impacto.

 

Verdade seja dita:

 

A última lascada: Vou ser sincera: o Spidey nunca foi o meu personagem preferido. Aquele ar de nerd babaca nunca me conquistou. Mesmo assim, ainda gostei dos dois primeiros filmes. Mas neste, pelo amor da aranha geneticamente modificada, ele ta muito mala! Primeiro aquele lance de “eu sou o Aranha, eu sou demais”, depois aquela fase de emo dançarino que é insuportável. E pra completar: o herói benevolente que perdoa todo mundo. Ah! Vai ser mala assim lá na bagagem extraviada!

 

Onde assistir: Cinemas de todo o país! Mas espera esvaziar, porque não vale a espera na fila!

 

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Meu Perfil


Quem?Luciana da Cunha
O que?Estudante de Jornalismo
Quando?07 de abril de 1988
Onde?Blumenau, SC